O sinhá, tu que ja ouvistes tanto minhas preces
me aprecio e me avexo de tanto que lhe contei
do tanto que lhe pedi e do tanto que me acostumei
o sinhá tu que sabes dos abraços que cantei
dos beijos que lhe pedi
do tanto que me abestei
O sinhá tu que sabes do tanto que fingi saber
dos desejos que fingi ter
do absoluto nada que realmente sei
ou da simples fatalidades de querer
de querer sem razão ou pudor
de querer sem limitação
de me jogar ao vento sem querer nenhuma satisfação.
O sinhá peço que me de razão
ou ao menos uma explicação
pra isso tudo que lhe falei
do que senti e do que quererei
Nenhum comentário:
Postar um comentário