esta vida é uma viagem, pena eu estar só de passagem

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

lua

Eu, mulher, reinventada, dita, conduzida e endiabrada.
Carrego eu, elas e eles, ou qualquer coisa dita eu,
me liberto em passos, danças, suor e escorro em sangue entre minhas pernas.
Eu, mulher que me reinventei
fruto de abandono e assédio
fruto de uma sociedade deboxada e oprimida,
eu me mostro, em nomes e codinomes
faço de mim meu grito de liberdade
e que me aceitem
pois carrego minha constante loucura de ter que ser
eu mesma.
Normal entre milhares,
nem elegante e nem singela,
apenas o meu direito de ser eu;
E que me aceitem, que conduzam os seus pensamentos aos meus
o seu sangue ao meu sangue
pois serei apenas o que quiser
e o que quero ontem, hoje e amanha
é o que ei de ser
com ou sem fantasia,
com ou sem euforia
com ou sem rebelia,
Entre tantas Marias, Clarices e Luizas
Entre vermes, putas e santas
Serei o que sempre quis e não fui
Serei o que fui e não quis
E que me aceitem...
                               Pois,
                                       Serei
                                                 EU!

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